Gestão do tempo - trabalhar com miúdos em casa

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Alegro

por Catarina Beato

Publicado em 17/01/2018

Há dias em que me dói a cabeça. Há dias que me sinto exausta. Mas, mesmo com dias maus, em que me desdobro em várias, assim em modo polvo com vários tentáculos (neste caso, braços), sou feliz. Tenho três filhos, com necessidades diferentes e que precisam de mim, do meu tempo. Em simultâneo, tenho emails para responder, chamadas para atender, textos para acabar, vídeos para gravar, reuniões e outras tantas coisas para fazer. Saber gerir o meu tempo é essencial para conseguir responder a duas obrigações básicas da vida: cuidar dos meus filhos e conseguir ter dinheiro para sustentá-los.

Os dois miúdos já vão para a escola, mas a Maria Luiza ainda fica em casa comigo. É raro não estarmos juntas. Até mesmo quando trabalho, lá está ela a trepar para cima da secretária a pôr os dedos no ecrã do computador, a achar que os ícones são touch, tal como no telemóvel. Ou então está a mamar. Ou enfiada numa gaveta da secretária.

Como é que faço a gestão do meu tempo? Há dias em que consigo, há dias em que me sai tudo ao lado. É assim mesmo.

Ficam as dicas possíveis:

- Aceitar as imprevisibilidades e compensar com a noção de privilégio.

Trabalhar em casa e ter no mesmo espaço uma criança pequena é um desafio cheio de imprevisibilidades. Ou seja, tanto pode ser uma sequência de rotinas e produtividade como pode resultar na absoluta desistência – ou seja não conseguimos fazer nada. Mas estou a ver os meus filhos crescer e sei bem o privilégio que isso é. Esta é uma das frases que repito para mim mesma quando não consigo fazer nada do que tinha planeado, muito para minimizar a neura que me causa não acabar tarefas urgentes.

- Impor algumas rotinas e horários

Mesmo com tanta imprevisibilidade e sem certezas, imponho algumas rotinas, que não são, obviamente, absolutamente rígidas - se fossem, conseguia ter sempre tudo feito. Mas funcionam como uma espécie de guia. Os horários possibilitam algum tipo de planeamento e o planeamento é assim uma espécie de matriz para a gestão do tempo. Aproveitar as sestas da miúda para escrever os textos que exigem mais concentração. Responder aos emails mais rápidos na hora do lanche enquanto ela está entretida e presa na cadeira a comer.

- Ser realista.

Os horários têm que ser realistas, não sejamos exagerados quanto ao tempo que os bebés passam, por exemplo, a dormir. Não criemos falsas expetativas relativamente ao dia, porque este pode ser o motor para gerar mais frustração, neura e insatisfação. Mesmo assim, este tempo de sossego, por mais curto que seja, é para ser aproveitado: normalmente é quando me consigo sentar e despachar alguns assuntos que tenho pendentes, quer sejam domésticos, quer sejam profissionais. Para quando estão acordados, tenho uma espécie de parque de brinquedos no escritório para se manterem entretidos, mesmo que isto se materialize em 15 minutos distraídos e sem necessidade de atenção.

- Uma hora sem filhos vale ouro.

Normalmente recorro à avó, aos amigos ou até a uma babysitter de confiança. É nestas alturas que consigo trabalhar sem distracções. 60 minutos de concentração fazem a produtividade disparar.

- Saber mandar a toalha ao chão.

Ter a capacidade de desistir é outra regra de ouro para a gestão do tempo. Nos dias em que os miúdos não colaboram, dormimos a sesta com eles, vemos televisão com eles, brincamos com eles e esperamos que, sem culpa e pesos de consciência, venha o próximo dia, com horários, planeamento, sestas, horas sem miúdos, ou com outra toalha mandada ao chão.

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