Nós e a Internet das Coisas

Alegro

Por High Tech Girl

Depois do boom dos dispositivos móveis, esta promete ser a próxima grande revolução nas nossas vidas: a Internet das Coisas (Internet of Things ou Internet of Everything). Provavelmente já ouviu a expressão, mas não sabe exatamente do que se trata nem até que ponto realmente fará parte do nosso dia-a-dia. É exatamente aqui que eu entro em cena: para explicar.

O que é Internet das Coisas?
Poderíamos dizer que significa a conectividade dos objetos do nosso quotidiano. Ou seja, a capacidade atribuída a estes objetos de recolher informação e de poder comunicar connosco e entre si. “Para quê?”, perguntará o leitor. Para simplificar, agilizar, poupar, informar, cuidar, proteger, construir, entre inúmeras outras possibilidades.

Ligações, sensores & cia.
A Internet evoluiu muito e a cada dia chega a mais pessoas. A tecnologia também tem evoluído rapidamente. Os sensores são cada vez menores e mais precisos, assim como outros elementos que permitem comunicar, identificar situações e transmitir informações. Visto isto, fica claro que incorporar esses componentes que permitem dar novas funções aos objetos mais banais que usamos parece ser o caminho natural. E com eles começam a ganhar forma as casas inteligentes e até mesmo as cidades inteligentes.

Na prática
Mas para quê que eu quero uma lâmpada ou uma tomada inteligente, por exemplo? Se pensarmos nestes dispositivos isoladamente, talvez não acrescentem muito. Mas se os virmos integrados num sistema, por mais simples que seja, tudo se transforma.
Imagine que temos uma lâmpada inteligente ou uma tomada inteligente à qual está ligado um candeeiro e que, ao mesmo tempo, temos sensores de movimento em pontos-chave da casa. Se estes sensores detetam uma movimentação inesperada numa zona da casa, para além de nos avisarem que isso aconteceu, podem estabelecer a comunicação com a nossa lâmpada ou a nossa tomada inteligente e acioná-las para que se acendam fazendo parecer que está alguém em casa.
Outro bom exemplo é o de um monitor de atividade e de batimento cardíaco utilizado por um idoso, que não só identifica quando o ritmo cardíaco apresenta alguma alteração significativa como comunica o problema a um familiar ou ao próprio médico. E se pensarmos em conforto e facilidade, imagine poder desligar o despertador e este gesto acionar automaticamente a máquina de café. Os exemplos são mais que muitos e as combinações de ações hão de ser cada vez mais alargadas.

Cidades inteligentes
Da mesma forma, caminhamos rumo às cidades inteligentes. E já há um número significativo de cidades que estão realmente a desenvolver estes avanços. Amsterdão, Barcelona e Viena são alguns bons exemplos, estando já num estágio avançado do processo de transformação.
Candeeiros que só se acendem quando alguém passa na rua à noite, semáforos que ficam verdes ou vermelhos consoante o fluxo do trânsito, recolha do lixo otimizada, paragens de autocarro com informação completa para os utilizadores. Estes são apenas alguns, entre muitos exemplos do que já se está a fazer neste sentido. Tudo de forma a poupar recursos, preservar o ambiente e tornar a vida nas grandes cidades mais fácil e agradável.

Para quando?
Há quem diga que a Internet das Coisas já deveria ser uma realidade! Na verdade, já não está assim tão longe do nosso quotidiano. O investimento nesta área tem sido elevado. O número de start-ups assim como de pequenas, médias e grandes empresas a dedicar-se a desenvolver produtos nesta área tem crescido de forma exponencial. Mesmo surgindo um ou outro percalço nesta trajetória, este é um caminho sem volta e, portanto, vamos descobrir todo este novo universo!

Por Mariza Figueiredo autora do blog High Tech Girl

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  • 2016
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