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Casa e Família, Família e Maternidade

Adote um estilo sustentável sem gastar mais dinheiro

16 Abril, 2020 Vera Pinheiro

Dicas para poupar o meio ambiente e a sua carteira

Quando pensamos em meio ambiente pensamos automaticamente na reciclagem e na separação do lixo. Contudo, o que não nos explicam é que o próprio processo de reciclagem é bastante prejudicial para o meio ambiente e para a atmosfera pela libertação dos resíduos, sem mencionar o consumo de energia.

Portanto, qual é a solução?

Antes de enviarmos alguma coisa para a reciclagem, vamos tentar ao máximo aproveitar. É importante dar uma maior importância à reutilização das coisas antes de irem para o lixo. Temos de aprender, porque durante muito tempo não fomos educados neste sentido, a reutilizar.

Quando uma embalagem chega ao fim, vai para o lixo. Quando chegamos do supermercado, os sacos de plástico (agora menos) e as embalagens de papel vão para o lixo. E estes são os exemplos mais simples e básicos de ver à nossa volta e, talvez, no nosso dia-a-dia. Não é verdade?

Neste sentido, o propósito deste texto é dar-vos algumas alternativas (simples) para adotarem um estilo de vida mais sustentável sem gastar mais dinheiro, porque o objetivo é aprender a: aproveitar e reutilizar o máximo de coisas.

Alguns exemplos que podem utilizar no vosso dia-a-dia sem esforço:

Os sacos de papel que chegam do supermercado com as frutas e os legumes, por exemplo, podem ser reutilizados para guardar o lixo da casa de banho ou o lixo orgânico que é feito enquanto cozinhamos. Entretanto, os que estiverem em boas condições podem (e devem) ser reaproveitados para nova utilização, podem escrever o nome dos alimentos (por exemplo, cebolas, tipo de frutos secos ou de frutas, etc) para os quais foram usados e guardar para uma próxima ida ao supermercado.

Os frascos de vidro das conservas aproveitar para guardar as leguminosas, frutos secos e, porque não, para decoração: guardar canetas e lápis ou, então, os pincéis de maquilhagem.

As escovas de dentes velhas também podem ter uma segunda vida, nomeadamente como auxiliar de limpeza de locais muito específicos.

Evitar o desperdício do excesso de água durante o banho. Com a ajuda de um recipiente de vidro grande (do género garrafão) onde o chuveiro possa ser colocado e para onde a água seja depositada. Esta água, mais tarde, pode servir para lavar as mãos ou a loiça.

Se tiver animais de estimação, as toalhas e as mantas velhas podem servir para aquecer os vossos bichinhos.

As caixas de cartão de sapatos podem servir para organizar itens variados nos armários e roupeiros. Por isso, da próxima vez que comprarem um par de sapatos não se esqueça de trazer a caixa!

 
Contudo, não menos importante é falar da economia circular que tem como base os seguintes aspetos: eliminar resíduos e poluição desde o princípio, manter produtos e materiais em uso e regenerar os sistemas naturais.

E quantas vezes pensamos em “destralhar a nossa vida e a nossa casa e não sabemos o que fazer com as coisas que não queremos? Para além de doarmos a instituições ou pessoas carenciadas, porque não fazer trocas? Entre amigos ou conhecidos.

Há algum tempo atrás, tive esta experiência com uma amiga. Eu tinha dois ferros de ondular o cabelo e ela tinha algumas embalagens de óleo de coco, daquelas bem grandes. Ela queria há muito comprar um ferro de ondular e nós usamos óleo de coco com bastante frequência para cozinhar e, certo dia, fizemos a nossa troca.

Este processo não tem de ser feito necessariamente entre produtos semelhantes ou da mesma família, por exemplo, roupa por roupa ou comida por comida. Mas de certeza que eu e você temos sempre coisas a mais em casa e que podem ser atrativas ou dar jeito a outra pessoa. É tão simples e tão vantajoso quer para o meio ambiente, quer para a nossa carteira. Já pensaram nisso?

É importante haver uma sensibilização para um consumo mais responsável, útil, económico e ecológico e um dos passos para tal é habituarmo-nos a olhar para tudo o que temos e está à nossa volta sob várias perspetivas e explorando ao máximo todas as suas potencialidades.
Vera Pinheiro

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